DESASTER - A Touch of Medieval Darkness (1995)
DESASTER - A Touch of Medieval Darkness (1995)
Gravado em G. Birth Music/ Koblenz - Alemanha
Pintura da capa por F. Braden
Logo por C. Szpajdel
Fotos da banda por K.H. Lohofer
Foto de castelo por B. Kohnz
Gravadora: Merciless (P.O. Box 72 - 97448 - Arntein - Alemanha)
A introdução “Skyline in Flames” é uma entradinha feita em teclado, com uma linha sombria e obscura. É a calmaria antes da tempestade.
A primeira faixa com a banda tocando, “In a Winter Battle” já entra com uma agressividade considerável e no clássico estilo Black Metal cadenciado. Riffs que ficam incutidas na mente.
A próxima faixa “A Touch of Medieval Darkness” entra com um ar medieval, com arranjos destacados no baixo e uma levada mais arrastada, passada a primeira parte a musica pega o pique e o compasso acelera para um tempo altamente favorável para banguear.As melodias sempre coesas e agradáveis ao ouvido.
Após o climax da musica rola uma retrospectiva da seqüência mais emocionante do som.
“Fields of Triumph” entra já hipnotizaste em um clima negro.
Em seguida o tempo acelera para uma cavalgada nas cordas entrelaçando por evoluções sonoras climáticas.
Uma chamada maligna com um riff lento chama junto com o vocal rasgado a segunda parte do som. Vozes sobrepostas e constantes fazem parte desta continuidade. Com palavras ríspidas e uma atmosfera sinistra com ruffles de bateria o vocalista chama para um desfecho sem misericórdia.
“Devil’s Sword” entra com a bateria e o ritmo é veloz, novamente um tempo perfeito para baguear. Os riffs nesse segmento são cativantes. Palhetadas graves com harmônicos em um clima thrasher e depois voltando para o clima rápido de ataque. Uma parada repentina entra der repente cortando o clima e trazendo o inesperado, com um riff pesadão estilo clássico do thrash metal.
“Into a Magical Night” é uma musica que começa evolutivamente, até chegar no climax mais agressivo, com um por um na bateria. Com uma levada de facil acimilação e poucas variações, que quando ocorrem sempre dão um parecer de evolução. Mais pro final um clima no estilo Troops of Doom (aquela paradinha que a guitarra chama, lembram?) e logo em seguida a banda já entra e culminando no desfecho do som.
Ventos soprando e um clima perverso, que vai orquestradamente se acumulando até que finalmente a presença da guitarra surge e logo a banda inteira entra rasgando.
A letra que menciona a casa de Dracul, e finaliza revelando seu herdeiro ríspida, curta e caótica.
Uma breve parada para respirar e sentir a tranqüilidade mórbida e logo a banda resume.
Talvez, devido aos longos trechos de ventos e instrumental a base de teclado, “Crypts of Dracul” seja a mais fraca do disco.
“Vision in the Autumn Shades” revela um lado mais melodioso, com melodias no baixo, e uma introdução mais melosa, melancólica e totalmente bem encaixada com o contexto da letra que fala da época de outono e de feitiços, me parece ser uma letra importante para o álbum, e com certeza deve ser lida por quem vir a adquirir este CD.
Porter of Hellgate e a ultima musica tocada pela banda no álbum, e soa como uma despedida cheia de energia e com uma pegada thrash com riffs evolutivos e pegajosos que vão e voltam.
A letra trata da morte, uma descrição maléfica e detalhada dos últimos eventos que precedem a morte, pensamentos e tudo mais até o final fatal. Com um desfecho tradicional a música acaba.
Home for the Brave (outro) é uma finalização gloriosa para o CD, com o ritmo marchante, e que remete o ouvinte a meditar sobre os tempos do mundo antigo, sobre as lendas e historias que tanto alguns admiram. A musica é totalmente instrumental, com uma excelente apresentação da musicalidade da banda. São diversos riffs que seguem em uma constante evolução musical até o momento em que efeitos sonoros sinistros, teclados e frases musicais obscuras tomam conta dos canais de áudio em ritmo cadenciado inicialmente imperceptível, mas que se torna cada vez mais nítido ao passar dos segundos finais do álbum.
No geral as letras são todas rispidas e diretas, e valem a pena serem lidas.
Os vocais de Okkulto se destacam em todas as partes onde estão presentes, assim como a guitarra firme de Infernal e o baixo de Odin. Devemos também dar parabéns ao baterista Toby Thorin Mölich pelo excelente trabalho executado, e também não posse deixar de mencionar Chorka Minor que fez os arranjos nos teclados.
Nota: 9.0
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