Abigor – Satanized

Abigor – Satanized

Lançado no Brasil pela Hellion, originalmente lançado pela Napalm Records, o CD Satanized conta com 13 faixas, sendo as últimas 5 faixas bônus.

Produzido por Abigor e Georg Hrauda no Tonstudio Hoernix entre o final do ano de 2000 e início de 2001.

Line-up da gravação:
Virus 666 P.K – Guitarras
Thurisaz LiD – Baixo e Vocals
Moritz N. – Bateria
Arranjos de sintetizadores por Lucia M. F. K

Com uma gravação boa, mas em alguns momentos saturando um pouco, principalmente graves, o CD Satanized mostra uma fase interessante da banda, com diversos elementos mesclados. O importante é dar por conta que esta produção foi executada em 2000/2001.

Teclados sintetizados marcam a entrada do CD seguindo de 5 minutos de black metal! logo de cara The Legacy já mostra o que se pode esperar de todo o CD, desde uma guitarra fazendo a base, e outra incessantemente fazendo fraseados dando uma dinâmica interessante ao som, quanto aos vocais vomitados e em horas cantados de forma mais limpa.
A Bateria espancando sem parar se valendo do um-por-um em maior parte do som e frases de teclado ao fundo. Em algum monte mais pro meio e final da faixa pode se observar ainda umas passagens mais arrastadas que vão crescendoe logo em seguida retorna para a velocidade máxima.

A segunda faixa, Repulsor, é menos empolgante que a primeiro, apesar de ser uma faixa poderosa, ela não tem tantos elementos interessantes como a primeira, e em algumas partes o som parece menos trabalhado, e menos criativo. Vocais cantados lembram de leve um Paradise Lost, e um riff especifico que é como uma paradinha fica se repetindo de uma forma um pouco desgastante. Algumas vezes os efeitos nos vocais se tornam muito digitalizados.
Acho que a combinação de elementos nesta música foi menos eficiente do que a anterior, mas de qualquer forma, temos de destacar a qualidade e o feeling da musica e das letras.

Battlestar Abigor já entra renovando esperanças, repetindo a receita da primeira musica, com uma guitarra marcando a tônica e a outra fazendo frases agudinhas.
Logo em seguida uns riffs mais pro lado do HC e retornando ao Black Metal com furia total.
Algumas passagens mais arrastadas, e speed blasts com frases rápidas no final, criam o clima para finalização da faixa.

Galaxies and Eons Decline já entra no mesmo ritmo costumeiro da banda, e com uns efeitos sitetizados tanto na guitarra quanto nos vocais, o que pode ser um pouco frustrante para alguns ouvintes, ainda mais que está bastante forte a presenta dos efeitos.
Em termos de execução, nesta faixa uma melhor integração entre teclado e banda ocorre, e um clima diferenciado começa a se formar nessa parte da música, logo seguida de velocidade as guitarras separadas, base de um lado e fraseados agudinhos do outro.
O desempenho vocal nesta faixa é acima da média das faixas anteriores com umas vociferações bastante fortes.
Um pouco após o meio desta faixa, a banda entra em um clima light, e logo em seguida para que todos os volumes sobem dramáticamente, e a banda fica com um som muito poderoso, os vocais mais uma vez presentes de forma muito expressiva, o ruin é que fica indo e voltando contanto a historia. E pela primeira vez o baixo se destracada com fraseados durante a parte lenta do som.

Luminiscense of Darkess já entra com guitarra limpa e baixo bem nítido, e logo em seguida o que eu pelo menos considero o melhor tipo de clima produzido pela banda nesse artefato, bem pesado, violento e vocais expressivos.
As vezes de tantos instrumentos ao mesmo tempo, incluindo os teclados, parece se perder alguns detalhes da gravação. Logo em seguida vem uma parte meio chatinha que poderiam ter ficado sem, volta pra pancadaria e retorna para a parter chatinha.
Um riff mais clássico faz a chamada da seguinte parte da música e logo a banda já acompanha em unisom o riff.
Variações do riff são apresentadas, e finalmente um clima bem interessante black metal bem clássico e cru.

Nocturnal Stardust é uma musica que começa com uma velocidade fenomenal, com paradas fortes e bem marcadas, em seguida de uma base mais lenta, com um desempenho bem interessante na bateria,  com seus dois bumbos super bem definidos, e arranjos no chipo. De fundo vocais agudos.
Palhetadas rápidas e arranjos diferenciados marcam a parte seguite do som em um ritmo mais calmo desenbocando em um clima mais obscuro e sombrio.
Nessa faixa é possível apreciar bem os tons da bateria e os pratos.
No meio da faixa, parece que inicia um nova musica com um riff base de marcação bem interessante, pesadão e alterando entre partes mais leves com arranjos múltiplos nas guitarras, novamente uma exclente oportunidade de sentir a pegada da bateria com rolor super rápidos e precisos.
Mais pro final da musica todas as partes do som parecem se unir e se mesclar.
Quando você pensa que acabou, tem mais um pouco de acordes e uma pancadaria final.

Satan’s Galaxy abre no tradicional black metal com teclados fazendo frases diferenciadas do resto da banda e proporcionando uma melodia interessante para ocontexto geral da música.
O Vocal estridente e fortalecido, as guitarras mais leves e o clima no geral mais calmo, até finalmente adentrar o que mais gosto dessa banda, a violencia, uma parece sonora em todos os instrumentos asseguram um peso muito interessante e agradável de ouvir.
Em seguia uma base muito interessante de ligadas e uma aprada brusca, e logo retornando a base com vocal cantado.
Um riff no estilo Slayer South of Heaven aparece e logo se dilui em um black metal virulento.
É interessante ver como o vocal exprime sentimento ao vociferar as letras das estrofes finais do som.

Quase que uma musica erudita com a distorção mais massacradora abre a faixa The Redeemers Return, apesar da seqüencia de riffs ser diferente, parece ser uma continuidade do som anterior. logo em seguida rola uma parada, gerando um clima com os teclados e a banda em seguida já acompanha com um ritmo mais lento.
Logo em seuida um riff que eu pessoalmente achei meio chato, e um retorno para o lento, com palhetadas mega rápidas em um lado. Novamente uma parada e o riff chato se repete.
Uma parada artística que da introdução aof final da faixa começa a rolar e a banda vai crescendo graduativamente de acordo com a evolução da musica até chegar á um final.

Na primeira faixa bónus, Terrible Certainty, é muito perceptível a influencia geral da banda por Slayer.
Um dos melhores riffs segue a entrada após a parada, sobreposições de voz bem encaixadas dão um clima macabro, e os riffs matadores continuam a aparecer.
Nesta gravação a musica está mais coesa e direta, propiciando banguear.
Em algum momento efeitos sonoros tomam conta do som e ate parece que a guitarra desplugou.
Logo em seguida o riff alá Slayer retorna e encaminha o som para seu desfeixo.

Ventos macabros dão inicio a próxima faixa Crionics com alguns efeitos de pratos. Novamente o riff de abertura perfeito pra banguear e exibindo um peso interessante.
Os vocais limpos não são bem o que gosto, mas estão presentes nessa parte, interpondo e intercalando em seguida com vocais guturalizados.
A evolução leva até um solo de guitarra, e logo em seguida algumas vozes sintetizadas e efeitos são mesclados ao som, mas atrapalham um pouco a audição do mesmo, com um final seco.

Shadowlord inicia no clima arrastado e com uma parada seca entra noutro clima totalmente diferente com um tempo mais rápido e uma qualidade muito boa na bateria com seus arranjos e rolos. Os vocais gritados são bastante interessante, e a banda no geral apresenta uma intensidade uniforme.
Um climão pesado se apodera da banda em um determinado momento dando inicio a uma terceira parte da faixa, com riffs bem interessantes, esta é uma das melhores faixas do album, bem coesa e as partes vão evoluindo naturalmente mesmo após entrando numa parte mais lenta com teclados super presentes, a retomada é uniforme e coesa e segue assim até o final.

Crimson Horizon já entra com uma qualidade gravação muito ruin, parece ser gravado de fita, com um chiado tradicional da fita. Apesar dos riffs serem interessantes, parece que está tudo meio desregulado, tornando dificil a audição, mais pro final algumas paradas com efeitos e retorno para riffs er vocais de boa qualidade.

Verwustung segue a qualidade sonora diminuida da faixa anterior  o que dificulta a audição da faixa. A banda apresenta nesta faixa umsom de alta intensidade em todos os instrumentos e vocais não aparecem. Alguns solos curtos e bastante chiadeira.

Uma coisa que chama atenção olhando o livreto do CD é que as letras das musicas não estão na mesma ordem das faixas do CD, mas é possível identificar a letra pelo título tranquilamente.

Sobre o desempenho geral, gostei mais de algumas partes das faixas bonus que das faixas do CD, isso porque em muitas faixas se vem paradas estranhas que cortam o embalo da musica, além de serem faixas longas que as vezes se tornam entediantes de ouvir, mas no geral, temos alguns grandes riffs e um desempenho espetaculat da bantera e uma expressão notável nos vocais.

Nota: 7.5

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