Entrevista Pentacrostic 09/04/2009

Segue abaixo entrevista cedida ao Metal Extremo por Marcelo Sanctum, vocalista, baixista, compositor e fundador do Pentacrostic. Confira algumas novidades sobre o CD da banda a ser lançado  em Junho deste ano e leia também  sobre as composições que já estão sendo criadas pela banda para um futuro trabalho sucessor a “The Meaning of Life”, o próximo CD destes paulistas. Conheça também em primeira mão algumas curiosidades sobre a banda e o passado da nossa cena Underground nesta entrevista feita em forma de um agradável bate-papo.

pentacrostic

WAR – Marcelo, desde já é uma honra ter aqui suas palavras e esclarecimentos. Apesar do Pentacrostic ser uma banda já com um nome bem firme em nosso Underground gostaria que você nos fizesse um breve relato sobre como se iniciou tudo.
Marcelo – O Pentacrostic se formou em dezembro de 1989 com a intenção na época de se formar uma banda de Death/Doom Metal.

WAR – Existiu alguma banda pré-Pentacrostic?
Marcelo – Não. Nunca existiu uma banda pré-Pentacrostic.

WAR - Mas na época os integrantes tiveram alguma outra banda antes de ingressarem no Pentacrostic? Ou foi a banda inicial de todos os membros originais?
Marcelo - ah sim! É que houve tantas formações… Mas na formação do “Moments…” os ex-integrantes que gravaram comigo o CD fizeram parte de nossa primeira banda que se chamava Drunkard. Isso em 1987. Cada formação tem uma história…

WAR – Entendo. E a Drunkard contou com quais membros?
Marcelo – Então… O Drunkard contou com o Daniel Médici (ex-Sex Trash) na guitarra e que depois foi tocar comigo também no Pentacrotic, Luck Arnold (ex-Sex Trash) na bateria e o Roberto na guitarra, que também foi tocar comigo depois de muitos anos no Pentacrostic.

WAR – Cara fiquei sabendo de uma história envolvendo o Sex Trash e a Drunkard.  Foi aí que o Luck e o Daniel foram tocar na banda?
Marcelo - Então… O falecido vocalista Oswaldo (Pussy Ripper) Scheid, assistiu a um ensaio do Drunkard e convidou na época o Luck Arnold para tocar bateria na banda dele (Sex Trash), e nessa o Luck não quis ir sozinho para BH e arrastou o Daniel também…

WAR – Aí deve ter sido um desfalque grande para a Drunkard e assim se iniciou o Pentacrostic? Veio a rolar alguma desavença entre vocês por este fato?
Marcelo – Não, eles saíram numa boa e a amizade continuou a mesma. Mas confesso a você que na época eu fiquei muito puto com isso, mas guardei comigo. Porque na época era muito difícil gravar um vinil e a gente estava batalhando muito para que o Drunkard conseguisse lançar alguma coisa e de repente vem uma banda como o Sex Trash que na época já era bem conhecida aí os caras se deixaram cair numa de ilusão…

WAR – Entendo. Aí você iniciou o Pentacrostic sozinho? Usou alguma idéia ou influencia do Drunkard? Ou quis fazer algo novo?
Marcelo – O Roberto na época quis continuar com o Drunkard e eu disse: “Desencana!”, resolvi e tive a idéia de montar o Pentacrostic num estilo Death/Doom metal com teclados porque eu via que na época nenhuma banda tinha conseguido lançar alguma coisa nesse estilo aqui no Brasil.

WAR - E foi certeira a tua idéia meu caro. Tanto que hoje vocês são uma das bandas mais antigas ainda atuando no Brasil, ao lado de nomes como Vulcano, Headhunter, Genocídio entre várias outras incluindo o próprio Sex Trash. Como você vê toda esta caminhada até aqui? Quais foram os acontecimentos mais importantes a teu ver para o Pentacrostic em sua jornada? Tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo.
Marcelo – Pois é, nada é fácil… Nunca foi. Mas eu vejo que tudo que eu fiz e faço na banda dá certo. Fico muito contente com tudo isso porque sempre acreditei em tudo o que eu faço. Por outro lado vejo que muitos que passaram pelo Pentacrostic não conseguiram acompanhar a banda, mas eu sou brasileiro, tenho aquela coisa de que nunca desisto do que eu quero.

WAR - (Risos) Isto que faz a diferença. Vamos então andar alguns anos no tempo e falar sobre coisas atuais. Ouvindo o CD novo do Pentacrostic “The Meaning of Life” noto significativas diferenças dos primórdios da banda para este CD, mas mesmo assim ele mantém a característica face da banda, ou seja, original e mesmo assim Pentacrostic. Concorda com isto?
Marcelo – Com certeza!
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WAR - Quais as maiores diferenças que você pode apontar aos leitores entre os trabalhos anteriores e este?
Marcelo – Cara, ai que esta a diferença. Os trabalhos antigos foram feitos assim… Meio que na loucura. Carregando a banda nas costas mesmo. Você pode ver que cada um é uma formação e nesse o que aconteceu é o lance que eu estava falando: é difícil para os caras se dedicarem à banda tanto quanto eu. Neste álbum fui eu quem tive que gravar as guitarras, o baixo e vocal. Porque não conseguiram acompanhar a banda musicalmente na “pegada”.  Ficamos três anos ensaiando para gravar esse CD e quando entramos em estúdio tinha muita diferença nas “pegadas” de guitarras e eu queria fazer assim… Pegadas mais rápidas, mais palhetadas e tudo isso tem que ter muita dedicação, se não, não se consegue mesmo. Na verdade sempre fui eu quem fez todas as músicas do Pentacrostic de todos os CDs.

WAR – Com certeza. Cara, mas não foi só isso que mudou, seu vocal também mudou. Está mais grave… Foi intencional? Achei muito boas estas mudanças do CD…
Marcelo – Com certeza foi intencional sim. Eu quis mudar um pouco o vocal.

WAR – Muito bom… Eu ia perguntar sobre a demora entre os lançamentos do “Moments of the Afflictions” para o novo “The Meaning of Life”, mas você me respondeu aí em cima. Houveram outros fatores responsáveis pela demora em lançar novo material? Além é claro das já citadas mudanças de formação?
Marcelo – Não. Como eu disse, essa foi a causa da demora. Estávamos tentando nos entrosar como banda para gravar fazia já três anos, para que gravássemos todos juntos, mas isso atrasou tudo. Eu não queria mudar de formação de novo, mas não teve jeito.

WAR – E o CD está pronto desde 2007 pelo que sei. Sendo um material com boa qualidade de produção e musicalmente falando muito bom, por que a demora no lançamento do mesmo?
Marcelo – Desde então estamos negociando com a Hellion para nos liberar para ir para outra gravadora, porque sempre foi assim a Hellion… Sempre eles demoraram para lançar quando acabávamos de gravar um CD e assim começamos a negociar com a Cogumelo. Acontece que está sendo a mesma coisa. Já faz mais de um ano que os caras ficam dizendo “Espera mais um pouco que vamos lançar” e nessa o tempo vai passando. Porque se dependesse de nós estaríamos sempre lançando um CD por ano. Porque sempre quando acabamos de gravar um CD eu começo a compor logo em seguida para um próximo. Pra você ter uma idéia, já tenho sons para gravar outro CD.

WAR – Cara isto é uma boa notícia! Mas já vamos falar sobre isto… Quanto ao fato das gravadoras, realmente isso acaba prejudicando a banda demais… Aproveitando o assunto me diga o que você acha da atual cena do Brasil em relação a selos, eventos e afins.
Marcelo – Para te falar a verdade eu estou cada vez mais me decepcionando com a cena no Brasil. As pessoas só pensam em grana. Se você montar uma banda hoje com o nome “Merda” e sair pagando por aí, você consegue tocar com qualquer banda grande e em qualquer lugar grande. Mas nem por isso eu desanimo. Eu acho tudo isso muito ridículo. Tem hora que acho até engraçado.  É também uma desunião: um querendo ser mais que o outro. É assim que vejo tudo isso. Mas posso te falar que eu não quero provar nada para ninguém. Só quero mesmo é fazer o que sempre quis que é tocar no Pentacrostic. Essa sempre foi a minha vida, fazer o que?(risos) A cena atual nem se compara à cena dos anos 80 e 90.  Antigamente a cena era mais real.

WAR – Concordo Marcelo. Isto prejudica demais as bandas no Brasil. É complicado você seguir com sua banda na moral com tanta “Panelinha” assim. Só os fortes e pacientes mesmo continuam… Eu acredito muito na cena do Brasil nas décadas que você menciou,realmente era tudo mais na garra e perseverança. Mas voltando ao cd, vocês já tem data para lançamento do mesmo? Por qual selo vai sair?
Marcelo – Então… Até o mês de Junho com certeza vamos lançar. A cogumelo pediu para gente esperar até Abril, mas tem outros selos independentes querendo lançar. Caso isso não aconteça até lá, vamos lançar independente mesmo. Porque já estou começando a me cansar de esperar.

WAR – É… Com certeza tem muita gente se perguntando sobre um novo lançamento do Pentacrostic. O que esperam alcançar com este CD que não alcançaram com os outros?
Marcelo – Esperamos fazer muitos shows por todos os lugares. Coisa que nunca fizemos, e divulgar muito lá fora para quem sabe organizar uma turnê futuramente no exterior. Esse é o objetivo.

WAR – Isso é ótimo. Sobre a freqüência de shows imagino que a maior dificuldade para você em termos de shows seria a mudança frequente de integrantes estou certo?
Marcelo – Certo.

WAR – Agora a formação está estabilizada? Como está ela agora?
Marcelo – A formação está sempre mudando como de rotina (risos), não posso te dizer agora que não temos uma formação estabilizada. Mas posso contar com amigos que estão sempre ajudando a banda a não deixar de se apresentar ao vivo. Sempre posso contar com algumas pessoas para que isso possa acontecer.

WAR – Certo. Mas em anterior conversa você me citou nomes. Poderia divulgar estes?
Marcelo – Posso contar com o Fábio (Jhasko) ex-guitarrista do Sarcófago, tem o Jaime Abreu (Bistoury, Harppia) que está sempre tocando com a gente em shows, tem um amigo meu que está tentando se estabilizar na banda também e por aí vai… Esses não são membros efetivos da banda mas são pessoas que sempre ajudam e não me deixam na mão.

WAR - O Fábio atualmente está tocando também no tributo ao Sarcófago. Muita gente não vê com bons olhos este projeto principalmente os fãs mais saudosistas, muitas vezes associando o projeto a um “Caça-níqueis”, como dito pelo próprio Wagner antichrist. O que você pensa disto?
Marcelo – Cara, eu até concordo com o Wagner pra te falar a verdade, porque o cara sempre fez tudo na banda e ele tomou uma decisão própria para o que ele queria de melhor para sua vida. Tanto é que ele está bem pra caramba na vida dele. Ele merece ser respeitado sim, com certeza. Mas nem por isso deixo de ser amigo do Fábio, afinal de contas eu sempre fui amigo dele antes mesmo dele entrar no Sarcófago, somos vizinhos e sempre disse a ele na época para entrar para o Sarcófago.

WAR – Sim, e na verdade podemos dizer que pelo Pentacrostic você é o principal compositor e estes aliados estão dando força nos shows, mas você acredita que esta formação possa se concretizar com os membros adicionais como é o caso do Fábio?
Marcelo – Eu não acredito mais em ninguém pra falar a verdade. O Fabio está contente de tocar conosco (N.E.: Marcelo e Leandro Gavazzi que é baterista do Pentacrostic desde o CD “Moments of The Afflictions” de 2003), como acontece com todos. Mas vejo que o Pentacrostic cresceu muito na musicalidade e exige muita dedicação de todos. São coisas que vejo que são difíceis para muitos. Só o tempo irá dizer, porque a amizade sempre continua, mas não posso te dizer com certeza se a formação irá se estabilizar.

WAR – Esperamos que sim ou que pelo menos a banda sempre exista através de você. Quanto aos shows… Citando o Carcass como exemplo, o que rolou?Aproveitando, com quais bandas de renome vocês já puderam dividir os palcos?
Marcelo – Então… Com o Carcass foi ridículo. Ficou a maior briga dos organizadores em deixar ou não o Pentacrostic tocar. Porque agente era a única banda que não estava pagando para tocar já que outras vieram a aceitar pagar. Assim decidiram cancelar as bandas de abertura porque eu disse que iria falar para todo mundo que estavam querendo nos tirar do show por causa das bandas que estavam pagando. Aí cancelaram as bandas de abertura. Só tocou o Carcass no dia. Mas agora eu falo pra todo mundo. Não vou esconder nada do que acontece, cara. Quero crescer nesse meio com honestidade acima de tudo. Fora isso tocamos com Sodom, Rotting Christ, Mayhem…

WAR – E destes shows? Qual você mais curtiu e qual foi a melhor experiência que você teve com estes?
Marcelo – Para mim o melhor foi o do Sodom. Foi a primeira vez que eles vieram ao Brasil na época. Lembro que nesse dia eu iria realizar meu sonho, pois eu era maior fã da banda, e quando chegou no dia os caras estavam com uma puta frescura de não deixar a gente entrar no camarim deles e de não tocar com a mesma aparelhagem. Mas quando foram passar o som e viram que a aparelhagem melhor que tinha no palco era a nossa, quiseram tocar com ela, virar nossos amigos e pediram desculpas. Foi puro interesse deles agente tocar de igual pra igual, mas fomos humildes e deixamos eles tocarem com nossa aparelhagem. E foi muito bom o show. Foi de igual pra igual. Quem viu nem acreditou.

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WAR – Realmente acho que as bandas apesar de grandes tem que manter a humildade sempre. No caso deles foi uma atitude estranha pelos vistos, mas vocês foram profissionais e assim mostraram aos caras que no Brasil existem tantas bandas profissionais quanto no exterior ou até mais profissionais ainda. Continuando… Quais são as principais idéias por trás de “The Meaning of Life”?Liricamente falando?
Marcelo – Eu quis passar nesse CD, como o próprio título diz: “Qual é o sentido da vida?”. Muitos vivem só de ilusão. E que para crescer e ser alguém de respeito nesse mundo, você não precisa viver disso. As coisas mais importantes estão nas coisas mais simples da vida. É o que a maioria das pessoas não consegue ver. E por isso o meu sentido de vida é tocar no Pentacrostic sempre. Não precisa ser o revoltado ou o tal, querendo ser mais do que os outros… Faça mas faça bem feito.

WAR – E você retira idéias para composição das músicas do Pentacrostic de quais fontes? Sua vida?  Lê variados livros? E quais bandas você ouve mais e se identifica para compor para o Pentacrostic?
Marcelo – Eu tiro idéias da vida mesmo, do que vejo, do sofrimento das pessoas, das injustiças que existem nesse mundo e da religião, que é uma coisa com que sempre tive problemas. Daí vem as minhas inspirações. Sobre a parte sonora, eu sempre fui muito fã de Morbid Angel, até hoje para mim é a melhor banda de Death Metal. Mas escuto muito AC/DC, Ratos de Porão, Paradise Lost…

WAR – Quais os próximos passos agora após o lançamento do CD?
Marcelo – Já estamos trabalhando em cima de outro CD e queremos tocar o máximo possível de shows, e conseguir colocar o Pentacrostic no lugar que ele merece, pois tenho certeza de que vou trabalhar em cima disso até conseguir. E quando acontecer quero manter a estrutura da banda para que esteja sempre lançando trabalhos novos e crescendo cada vez mais. Posso lhe dizer que eu não preciso de nada nesse mundo. A única coisa que quero é fazer muitas amizades e tocar. Seja qual for o lugar que a banda alcançar sempre serei o mesmo. Se alguém achar que estou mentindo, que prove o contrario!

WAR – Isso é muito importante cara. E vê-se isso em suas palavras, humildade e determinação. Sobre estas novas músicas que ainda estarão por vir do sucessor do “The Meaning of Life”… Será na mesma linha dele? Ou pretende voltar mais ás raízes com o Doom metal incorporado mais ao som da banda? Sei que é cedo para falar sobre isto, mas como você tocou no assunto aproveito a oportunidade.
Marcelo – Ah sim, com certeza a intenção é manter o Pentacrostic ainda Doom. No próximo pretendemos voltar mesmo mais às raízes e com uma produção ainda melhor do que a do “The Meaning…”

WAR - Marcelo foi um grande prazer ter este bate-papo com você amigo, espero que tudo possa se concretizar para a Pentacrostic e que seu futuro seja grandioso. Pode deixar tuas considerações finais…
Marcelo – Ok. Quero agradecer muito mesmo pela força, pois vejo que você faz parte mesmo da real cena do underground e é assim que se faz mesmo. Continua assim cara! Valeu mesmo, abraço!

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E-mail: pentacrostic@gmail.com

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9 Comentários on “Entrevista Pentacrostic 09/04/2009”

  • marcelo sanctum wrote on 9 April, 2009, 20:13

    é muito bom ver que o underground esta cada vez mais tendo espaço como este do metal extremo , e é disso que as bandas brasileiras que tem seus valores precisam. um grande abraço , Macelo Sanctum ( bass/vocals) Pentacrostic.

  • Marciano Infection wrote on 11 April, 2009, 12:57

    Gostei muita dessa entrevista muito foda sou fan do pentacrostic, e isso ae Marcelo força total pra banda espero um dia poder ver a banda pelo norte do brasil.
    Marciano& Infection.
    Manaus-Am

  • Khall wrote on 12 April, 2009, 19:43

    É isso aê pilantra!!!
    Não desanima não que uma hora a coisa engrena e os amigos estarão lá para dar uma força!!!

  • Thony Sacrifice wrote on 6 May, 2009, 12:41

    Ótima entrevista, é muito gratificante ver bandas como Pentacrostic ainda na ativa!! Muita força para que continuem sempre na luta.

  • Thorny Ways wrote on 6 March, 2010, 10:14

    Pra ti ver cara, uma baita banda como o pentacrostic sofrendo humnilhaçoes em shows (como o Marcelo citou – nao podendo tocar no carcass ou o sodom. Eh por isso que o underground tah assim. Mas dou o maior apoio ao pentacrostic, ainda mais sabendo da luta desse cara que eh um otimo musico.
    valeu

  • Heder wrote on 12 July, 2010, 16:55

    É isso, cara! Grande entrevista e sempre é bom ver banda que tem a moral de não abaixar a cabeça, por difícil que seja!

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