ABORTED – Strychnine.213

A primeira coisa que chama atenção neste CD é o seu encarte, com uma arte para cada folha, se percebe o trabalho muito bem detalhado, e as imagens do encarte são todas bem elaboradas e interessantes.
Carrion - Uma entrada pesada executada pela banda de um pouco mais de um minuto e meio já prepara os timpanos para o peso que vem a seguir.
Ophiolatry on a Homicite Platter entra já rasgando em velocidade, logo em seguida um riff mais cadenciando que se eleva a um velocidade extrema. A banda explora bem todas as variações dos riffs, e mostra habilidade em arranjos. Uma segunda fase da musica mais arrastada, com vocais sobrepostos e palhetadas rapidas nas cordas agudas da guitarra levam para um clima de reentrada. Aos poucos a banda começa a reagir em notas marcadas, e logo desencadea em um solo bem elaborado.
A pancadaria retorna, com paradas secas e brutais levando ao riff cadenciado. Com bands e acordes dissonantes e efeitos o musica chega ao seu fim.
Aborted - Entra novamente rasgando com velocidade e peso, e os vocais são extremamente graves, levando a um segmento de peso, com vocais alternados de grave para agudo, em um clima perfeito para banguear, esta banda coloca uma energia muito forte na sua musica! Após uma sequencia de riffs ultra violentos, uma parada brusca, e novamente o peso predomina, com uma bateria impecável, os riffs seguintes são simplesmente matadores. Uma parte mais arrastada segue com muito trabalho de vocais, e desencadeando em um pequeno solo, seguido por vocais berrados. Em seguia um riff mais rápido, e cada vez mais violento, este leva para  uma parte mais arrastadas, com solos bem elaborados e melodicos, com tapping e swing roloando nas guitarras, direcionando a musica ao seu fim.
Pestiferous Subterfuge - Com uma entrada climática caótica, a bateria trabalhando no contratempo, e vocais espalhados pelo contexto, a banda desemboca em uma sequencia crescente de violencia musical.
O baixo para, as guitarras chamam o próximo segmento, com a batera espancando de fundo, logo o riff se completae a banda inteira interage no contexto cavalgado e pesado. Vocais urrados perfeitos, e solos cristalinos são o que vem a seguir levando a uma parada climática. O pesose apresenta logo em seguida já esmagando os timpanos, bases pesadas com arranjos de guitarra e vocais quase limpos são apresentados, entre uma pancadaria da bateria, em seguida uma guitarra pulsa enquanto a outra arranha acordes dissonantes levando a musica ao seu fim.
The Chyme Congerioes já abre em um clima mais Hard core, com notas marcadas, a banda começa mais lento e entra na velocidade, em seguida uma parada que chama ao próximo segmento da musica, com um ruff bem elaborado. O que sempre me chama atenção é a técnica da bateria, e a forma como ela varia o mesmo riff, e consegue fazer o que está pesado ficar ainda mais pesado.
O riff inicial volta, com uma interpretação um pouco diferente, levando á uma parte mais eletronica da musica, onde efeitos são colocados nas guitarras, e  reverb nos vocais. A retomada é violenta e sem espaço para tomar folego.
Com um dedilhado, e uma conversa sobre arrependimento e direitos iguais, de um presidiário, a musica A Murmur in Decrepit Wits começa com um clima pesadão, mas arrastados, o riffs a seguir com ligadas rápidas e cavaladas trazem um peso adicional. A violencia a seguir vem sequenciada, com vocais graves, e rispidos, um tecnica muito interessante tem o vocalista em se expressar, e consegue transmitir o contexto de agonia da letra. Riffs criativos e rápidos nas guitarras tomam conta, e o vocal segue sempre com sua descrição macabra.
Um rolo de batera da entrada para Enterrement of an Idol.
O riff a seguir apresenta um peso descomunal, com a bateria totalmente quebrada, e um crescendo musical violento. O trabalho vocal nesta faixa com sobreposições de vozes e frases extensas mostra a técnica e capacidade do vocalista em seu melhor. Um peso descomunal é espancado nas cordas e na bateria desta faixa.
Um  parte mais arrastada chega com notas largadas em acordes, enquanto uma guitarra faz arranjos, cada vez mais lentos até chegar na violencia final com vários vocais sobrepostos urrados. Bem interessante.
Hereditary Bane é extremamente rápida, pesada e técnica, com uma entrada com diversos contratempos marcados na bateria, a musica tem um peso intenso, uma muralha de som! O próximo riffs com bands de guitarra mais lento da entrada para um segmento mais industrial do som, e em seguida solos cristalinos mais lentos com bands e alavancadas.
O retorno para o peso total volta em seguida, com vocais urrados e em determinados momentos quase cantados, mas com uma agressividade respeitável.
Avarice of Virification é uma musica violenta, tanto no contexto musical quando lirico. Em um compasso acelerado a banda chama seus riffs cavalgados com harmonicos agudos e paradas rispidas, dando sequencia para uma sequencia musical em crescente tonalidade. Uma parte mais caotica toma conta, onde a banda parece ir cada um para um lado, e todos se encontram retomando o riff em conjunto, em seguida solos com fast picking. Sempre a velocidade comendo, seja na bateria, ou nas guitarras o riffs que lentamente vai subindo o tom, culmina em uma parte mais arrastada até os segundos finais.
The Obfuscate entra mais acadenciadas, e chama  para uma britadeira cavalar, com riffs nervosos e vocais extremamente graves urrados. Sobreposição de vozes se intercalam entre agudas rasgadas e graves poderosos.
Uma musica violenta, com dualidade vocal, mostrando quase que um dialogo, ou discussão entre duas partes.
Palhetadas dobradas, com paradas bruscas entre uma bateria constante, levam para uma seção musical mais lenta. Com largadas e dedilhado, a banda retorma o riff repitindo a melodia agora com abafados nas guitarras e uma violencia profana na bateria, retomando o dedilhado no mesmo clima, repitindo a sequencia mais pesada até o final da musica, onde o dedilhado caótica é exibido limpo.
Slaughtered é uma musica de entrada cadenciada, e logo assume riffs mais rasgados, com vocais extremamente graves seguidos por vocais rasgados, acompanhando o riff rasgadao.
A sequencia é bem compacta e simetrica e se repete.
a segunda parte da musica começa mais lenta, com largadas, e logo pega uma pulsação de peso nas guitarras, com vocais vomitados.
Vocais guturais sobrepostos de vocais limpos acompanhados de um riff nervoso, e a sequencia mais rasgada retorna, é interessante perceber o trabalho de dois bumbos do baterista nesta parte, com sua extrema velocidade e precisão.
Este CD chama atenção em seus minimos detalhes, onde cada segundo é planejado, e tem uma elemento criativo, desde os riffs que se variamos entre si, e cada volta trazem um elemento musical novo, outro destaque com certeza é o trabalho da bateria que deu um peso fenomenal para o trabalho inteiro, sem deixar de comentar os solos bem encaixados, curtos evitando se tornarem chatos. A questão de criatividade da banda está de parabens. As letras são extremamente fortes e com pensamentos profundos sobre os aspectos mais tenebrosos da humanidade.
Sem dúvida um trabalho de primeira.
LINE-UP DO CD:
Sven de Caluwe – Vocais
Sebastian “Seb Purulator” Tuvi – Guitarra/Vocais
Peter Goemaere – Guitarra
Sven Janssens – Baixo
Dan Wilding – Bateria
Gravado e produzido por Gail Liebling & Aborted no estúdio Klank, mixado por Eric Rachel no Estúdio Trax East e masterizado por Alan Douches no West West Side Music.
A arte do encarte foi produzida por Colin do Rain Song Design.
Para maiores informações basta acessar www.myspace.com/abortedmetal
O CD está sendo vendido no Brasil pela FREE MIND RECORDS no link abaixo
http://freemindrecords.com.br/lojaonline/product_info.php?cPath=21&products_id=512
Veja Tambem
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