Com uma introdução leve, mas sinistra, o volume vem crescendo, cavalos relincham ao fundo, enquanto teclado fazem uma sinistra melodia. Assim é Odens Ride Over Nordland abrindo o álbum.
Em continuidade, trovejos ao fundo, e o relichar cavalesco dissipando, um dedilhado chama, com vozes cânticas, o clima enegrecido, A Fine Day To Die é uma abertura sutil para a pancadaria que segue. Com um riff e marcação na bateria a banda inicia. O riff já é violento, quando o ritmo quebra, uma guitarra segue para um riff mais cadenciado e a outra guitarra faz tappings. Um riff cativante e pulsante vem crescendo até o vocal assumir seu posto. É uma abertura e tanto! O vocal desepenhando seu papel de forma exemplar, com encaixes excelentes, sabendo quanto começar e parar com uma ótima harmonia ao contexto musical. Realmente muito bom! A parada e a volta para o solos muito extremamente de bom gosto, e o solo nervoso e caótico com precisão e melodia!
The Golden Walls of Heaven tem uma entrada frenética,em seguida a batera da o break, e começa uma pegada com solos, e retorna para uma parada com uma puxada maligna, agora é a outra guitarra que faz um solo a toda velocidade, a banda segue na corrida, o os vocais rasgados assumem. É muito interessante ver a energia desta sequência de riffs, suas paradas precisas e o retorno impecável aos riffs misturando os elementos tocados anteriores e os novos arranjos feitos em cima deles. Solos estridentes com bands intermenaveis, e a pegada acelerada da bateria com os vocais ditando a maldade. Um riff mais quebrado e a banda passa a uma pegada mais leve, mantendo o pique acelerado. Derrepente tudo dobra na bateria, e alavancadas de guitarra servem para a chamada de mais um segmento de solos.
Pace ‘Till Death – Com acordes, a bateria é espancada em ritmo acelerado e por tras guitarras nervosas fazem riffs dissonantes e por horas ligadas pausam as palhetadas, só para retornar denovo com uma pegada extremamente rápida, palhetadas extremamente rápidas e precisas, muito peso!
Uma segunda pegada inicia, com um pique empolgante, solos alucinados fazem o fundo, até a parada e um riff extremamente rápido soa na guitarra, chamando a banda toda para um riff rápido e solos de guitarra. Os vocais retornam e musica vai para seu final.
Mais um riff nervoso como abertura do Holocaust, a sequência segue o mesmo conceito. Com paradas bruscas, uma chamada de guitarra da a nota para a próxima sequencia de riffs, com solos bem elaborados.
Um riff clássico arrastado nas guitarras, e a cozinha seguem no pique. Ligadas, e palhetadas aceleradas fazem parte do contexto musical, enquanto o vocal dissemina com sua voz rasgada.
Um riff feito pra banguear começa For All Those Who Died, os vocais estão perfeitos, e o riff é extremamente cativante.
Variações de largadas nas guitarras alteram o clima musical assim como palhetadas cavalgadas aceleradas.
Mudanças na estrutura musical ocorrem quando entram os solos, mostrando as várias possibilidades de um mesmo riff. Crue e direto, pesado e agressivo, muito boa musica e os vocais expressam sentimento notável.
Dies Irae – Pique e adrenalina nesta composição que tem como forte a velocidade, até mesmo as letras são cantadas aceleradamente. Urros! Solos agudos, estridentes e cheios de notas e alavancadas tomam conta do cenário. A banda para e um riff mais cadenciado toma forma através de largadas de acordes nas guitarras e marcação da bateria. Uma melodia sombria se repete, vocais com expressão fazem suas profecias levando a solos caóticos e uma pegada em todo resto da banda. Desaceleração marca a finalização desta composição.
Dedilhados suaves abrem Blood Fire Death. A banda se une e começa um clima excelente com largadas em band de guitarra, um pique mais arrastado e vocais expressivos capturam o ouvido e te fazem banguear! Em seguida um segmento mais lamentoso toma forma. Sem dúvida uma das melhores composições do álbum. Não é a toa que o álbum leva seu título. Os climas negros nesta música são exemplares e cativantes enquanto que enegrecidos por notas e acordes dissonantes, as vezes cadenciados, as vezes pulsantes. A retomada da bateria com seu chipo e marcação pulsam enquanto teclados fazem o fundo com notas negras. Um fraseado arrastado e largadas clamam o fim de uma grande obra. Dedilhados retornam indo de encontro a outro que consiste em alguns efeitos em volume baixo.
Para quem gosta de Black Metal/Viking Metal, este álbum é um ótimo exemplar de uma das bandas mais importantes da história do Black Metal.
Embora as músicas possam ter alguma semelhança principalmente por causa dos tempos dos compassos muito parecidos, este álbum é sem dúvidas um clássico!
Tracklist:
01. Odens Ride Over Nordland
02. A Fine Day To Die
03. The Golden Walls Of Heaven
04. Pace ‘Till Death
05. Holocaust
06. For All Those Who Died
07. Dies Irae
08. Blood Fire Death
09. Outro
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