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God Dethroned – Ravenous

Em 2010, o underground perdeu uma das maiores bandas death/black do planeta, a God Dethroned, que no mesmo ano pariu o excelente “Under the Sign of the Iron Cross”, uma espécie de retorno às raízes do grupo. Entretanto aqui não falarei (hoje) desse trabalho, mas um que exemplifica essas tais raízes resgatadas – “Ravenous” – lançado há uma década.

Vale um pequeno parênteses sobre a banda. Não tinha me dado conta do tamanho da discografia dos holandeses: 9 full-lengths, além de demo, compilação, split, etc. Ou seja, os caras realmente têm (tiveram) muita estrada caminhada na carreira, passaram por fases, alguns experimentalismos, mas sempre se mantiveram fiéis ao underground.

“Ravenous” é um álbum fabuloso, cruel, violentíssimo, talvez o mais brutal da God Dethroned. As músicas, altamente inspiradas, fazem do grupo um verdadeiro exemplo de como uma banda death/black deve ser. Aqui, cada levada de bateria, cada riff de guitarra e de baixo, cada trecho vocalizado, é de cair (e quebrar) o queixo.

É interessante notar uma “fórmula” que percorre praticamente todas as faixas: partes brutais, depois grande melodia, e insanidade novamente. Se isso não acontece à risca, ainda sim, de alguma forma, existem em algum momento essas partes mais cadenciadas e melódicas. Nesse sentido, lembra bastante o que faz o Vital Remains, embora não com tanta profundidade. Vejam bem, quando falo em partes brutais, são realmente de implodir os tímpanos. Claro, tudo com uma precisão quase cirúrgica.

E aqui, quase todos os sons são destaque: “Swallow the Spikes”, “The Poison Apple (Eve and Serpentio In the Garden of Eden)” (linda), “The Mysteries That Make You Bleed” (petardo, que riffs e solos!), “The Crown For the Morbid” (a melhor) e a faixa-título. Ah, sim, e como não falar das covers de “Consumed By Darkness” (Macabre End) e “Evil Dead” (Death). Excepcionais. Sinceramente? Acho que a versão feita da banda do inesquecível Chuck Schuldiner ficou melhor que a original. Não me apedrejem!

A gravação, apesar de perfeitamente audível, não é lá 100%, mas a energia que os caras colocam nesse trabalho transcende qualquer falha do tipo.

Enfim, “Ravenous” apresenta a melhor fase da God Dethroned, assim como todas as suas faces (ou seriam facetas?). Arrume urgente esse disco e veja do que esses demônios são capazes. Lamentável uma banda desse quilate não mais existir. Para dar um nostálgico gostinho, aqui vai o clipe de “Villa Vampiria”:

Nota 9,4

http://www.myspace.com/villavampiria

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Publicado por on 23 June, 2011. Filed under Destaque,Resenhas. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

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