Bebendo na vertente mais podre do death metal, o Beegar mostra a sua cara com esse trabalho demo, as quatro músicas aqui presentes exploram tanto o peso quanto a velocidade com boa execução, destacando a pegada precisa do batera Carlos, que desce o braço sem piedade.
Alguns fraseados de guitarra chegam a cativar, palhetadas rápidas aliadas a bases instigantes, seguidas de vocais cavernosos e levadas hora brutais hora pulsantes d?o o tempero no som dos caras. Algumas incursões nos vocais são desgraçadas, dignas do desespero de um ser acoado, que ficaram bem legais sobre as levadas super rápidas.
A raiva na execução das músicas é evidente, e isso conta muito na avaliação de um trabalho, as bases secas lembram Mortician, não só pela pegada mas também pela timbragem muito suja das cordas.
O que predomina mesmo em “Chose your Vitals” é a pancadaria desenfreada e os vocais desesperados, que causam uma boa impressão nas primeiras audições, mostrando a que veio o Beegar.
A falta das letras e fixa técnica da demo é o ponto falho, mas o death metal exercido pela banda tem muita qualidade , e a produção mediana só vem a evidenciar as virtudes da banda paulistana.
Nota 8.5
Sobre o Berzabum ao olhar capinha da demo e a foto da banda não tem como errar, é black metal tosco, cru e blasphemo.
Calcado nas raízes do estilo, em nomes como Bathory, Hellhammer é justamente este o segmento que segue o Berzabum.
Os elementos estão todos presentes, vocais desgraçados, levadas secas, riffs cavaleados, andamentos hora rápidos hora arrastados e todo um clima obscuro envolvendo as duas faixas presentes neste trabalho da banda;
No decorrer das músicas percebe-se influências nítidas de Burzum, principalmente na faixa “Diabolos”, com andamentos retos e vocais agonizantes típicos do black metal feito pelas bandas nórdicas do inicio da década passada.
A produção a cargo de Marcelo Pompeu (Korzus) deixou o som com boa qualidade, apesar da característica do estilo não permitir uma “polida” maior, o resultado final demonstra a pegada da banda.
O trabalho de cordas é bem simples, assim como o da bateria, o que evidencia a proposta do Berzabum de seguir o verdadeiro black metal cru e desgraçado de outrora, onde o termo “melodic” não estava tão presente nas páginas das publicações que se dizem metal pelos quatro cantos do mundo.
Nota: 8.5
Competência, é a primeira impressão que passa ao ouvir as três faixas contidas em Ascension…
Trabalho gravado no final de ‘97 no “Da Tribo” studio pelo Abhorrence, power trio de Rio Preto, SP.
“Reborn to Vengeance” abre a demo com levadas brutais, intercaladas por andamentos mais trabalhados acrescidos de vocais alá “Deicide” e uma riferama baseada nas palhetadas ultra-rápidas e fraseados bem sacados. Já “Comunication with the Deads” inicia-se de forma mais arrastada, com um riff bem característico ao death metal tradicional, de tempos marcantes mas que logo descamba para a extremidade, sem deixar de lado as variações constantes nos andamentos e os bumbos sempre dobrados, tanto nas partes lentas, quanto nas partes caóticas sem deixar o pique cair.
A sonoridade alcançada pelos caras permite uma boa avaliação do material, a timbragem ficou consistente, assim como a execução das três músicas aqui presentes se esquivalem em pegada e precisão, mostrando a competência da banda no que se propôe a fazer. Pra fechar “Horde of the Demos” é mais direta, de curta duração, mas não menos paulada que as outras duas, onde destaca-se o trabalho da guitarra, com alternância perfeita entre fraseados dobrados e melódicos, dentro da extremidade, é claro, e palhetadas muito velozes com muitoa propriedade, impondo ritmos insanos a música. um detalhe custou meio ponto na avaliação desta demo, as letras das músicas, são sempre importantes no contexto do trabalho.
Nota: 8,5
Beast Petrify - In the Circle of Time
“In the Circle of Time” foi lançada em ‘97, nesta época a formação da Beast Petrify contava com músico relativamente jovens, o que não significa nada quando se tem talento e atitude e consegue-se canalizar essa energia para a música, no caso de Beast Petrify estas virtusdes estão presentes em quatro faixas que percorrem caminhos entre o thrash e o hard core com algumas passagens limpas interessantes.
Os timbres são bem sujos, os riffs estão mais para o hard core do que para o thrash e os solos caminham sobre as melodias sem deixar de lado as fritadas e os truques de palheta, mostrando que apesar de pouca idade os guitarristas entendem do biscado.
A batera imprimi levadas secas, rápidas, cadenciadas, sem perder a pegada, já o baixo ficou meio apagado na mixagem, mas o que realmente prejudicou o resultado final deste trabalho foi o vocal, pouco insiprado, sem variações e muito fraco na interpretação, falta força em alguns instantes e o timbre de voz do sujeito não é nada agradável. A demo abre com “Terminal of Violence” que acaba sendo o destaque junto com a “Onward to Conciousness” por nelas conter uma melhor elaboração nos arranjos e não comprometerem tanto na execução dos vocais.
Faixas:
/Terminal of Time/ Catastrophic Persecution/ Obscure Obliteration/ Onwar to Conciousness/Sorrowfull and Exasperation/
Contato c/ a banda:
Apt.Blk. 97,Lor 3 Toa Pahoy
#02-60,s(310097)
Singapore
Nota: 6.5
O death metal executado pela Carcinosi apresenta algumas variações de andamentos, o que acaba transformando as musicas mais interessantes, sem perder a velocidade e o peso, caracter?sticas do estilo. Não é dificil perceber algumas influências de thrash anos 80, principalmente no trampo das guitarras com riffs diretos e pesados.
Os vocais de Tiago Vargas são guturais em sua essência mas dão lugar a incursões rasgadas em certos momentos e seu baixo esta com o som bem “clean” contrastando com as guitarras sujas. A banda mostra nesta “Transfigured in Cancerous Atrocities” que esta em perfeito entrosamento na execução destas quatro músicas, onde o destaque é “Hyperdimension” com muitas variações de andamentos, que evidenciam o trabalho do batera André Martin, tanto nas “britadeiras” como nas levadas mais cadenciadas, obtendo um igual desempenho em ambas.
esta demo é de 98, e ja nesta época a Cacinosi praticava um death metal de qualidade, com elementos “old School”, mais contendo toa a atmosfera atual em suas composições, gerando uma certa expectativa para trabalhos futuros.
Nota: 8.0
Recebi este cd da banda Horde of Worm uns seis meses ap?s ter recebido o primeiro. Os caras estavam realmente trampando pesado pra divulgar o material, muito bom ver uma banda se esfor?ando deste jeito! Horde of Worm ? uma banda muito bem dotada e qualificada, isso se percebe de cara pelo desempenho da banda que ? totalmente proficional. A banda tem uma sonoridade muito boa, a grava??o esta boa e isso ? muito bom, sou da ?poca q as demos eram em grande maioria mal gravadas, por isso sempre presto aten??o no detalhe da grava??o, que pra mim importa muito.
Horde of Worm usa bateria elet?nica, o que torna mais facil eles atingirem a velocidade desumana em certas partes de suas composi??es.
Os vocais s?o muito variados, e no geral, todos os vocais s?o interessantes, sejam graves, agudos ou rasgados, todos atingem akele nivel de proficionalismo. Ouvindo vc percebe que o vocalista sabe bem o que esta fazendo.
As guitarras s?o nervosas, diversos riffs, alguns bastante comuns mas interessante no contexto em qual a banda esta desempenhando.
Uma boa produ??o de excellente qualidade.
Me chamou bastante a aten??o a ultima musica do CD que tem 4 musicas… “Dead”, um nome interessante para acabar um cd.. com certeza. Prestem aten??o neste final ok?
Horde of Worms ? legal, e vale a pena conhecer o trabalho deste pessoal do canada.
Nota: 7.5
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